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Assunto: Reciclagem de casca de coco verde
País: Brasil
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 4/2001
Enviado por: Paulo Jardim
Curiosidade (texto):
Casca do coco verde vira p e tem chance de bons negcios Lisiane Mossmann de Fortaleza lmossman@gazetamercantil.com.br O descarte da casca do coco verde, tambm chamado de coco ano, um problema para o meio ambiente pelo volume de lixo acumulado, pode virar um bom negcio. Os primeiros resultados de um estudo da Embrapa Tropical, com previso de ser concludo no prximo ano, j garantem a transformao da casca em p em alternativa ecologicamente correta e adequada a um substrato agrcola. O p do coco usado pela agricultura no mercado internacional chega a custar US$ 250 a tonelada. S em Fortaleza, o consumo de coco verde varia entre 700 mil e 1 milho de unidades mensais, e as cascas, que representam 85% do fruto, vo para o lixo, levando 8 anos para se decompor. Uma das metas da pesquisa propor o seu uso adequado para terminar com as restries de reaproveitamento, por apresentar muita umidade e no ter caractersticas to atraentes quanto a do coco maduro - usada, por exemplo, na produo dos estofamentos de carros. A exemplo do coco maduro, a casca do tipo ano pode ser triturada, aproveitando o p, rico em potssio - nutriente necessrio para o desenvolvimento do coqueiro - no solo para reter gua e como composto orgnico. Ele tambm pode se transformar em alternativa de substituio da tursa (material orgnico fossilizado), que com a sua explorao vem afetando o ecossistema. O Cear, hoje, o terceiro plo produtor de coco ano do Brasil, com 5 mil hectares plantados. O primeiro o Esprito Santo (15 mil hectares) e, empatados no segundo lugar, os plos de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), que tm 12 mil hectares de cultivo. O boom na produo de coco ano aconteceu de 1997 a 1999. Em 1996, os produtores cearenses cultivavam somente 2,5 mil hectares. Agora, se forem contabilizadas as plantaes de coco gigante e hbrido, o Cear conta com 48 mil hectares de cultivo As rejeitadas fibras j esto sendo testadas nas culturas hidropnicas. Elas vo poder substituir a verniculita, que armazena a semente da planta. Outra utilidade, explica Eliseu Souto, coordenador do Grupo do Coco do Cear, pode ser no coroamento dos coqueiros (capina). Os agricultores precisam de quatro a cinco coroamentos por ano, mas a colocao de fibras ao redor da planta no deixaria o mato crescer, eliminando os custos, que podem alcanar R$ 10 mil por hectare, durante o ciclo da cultura. As vantagens, segundo Eliseu Souto, so a diminuio de gastos, com economia de gua e energia na irrigao. "A previso de que os custos reduzam em 30%", diz. Tambm existe a possibilidade de aplicar a tecnologia - conhecida na Europa - na transformao da casca do coco em carvo ativado, que rende cerca de US$ 3,5 mil a tonelada. Morsyleide de Freitas, pesquisadora da Embrapa Agroindstria Tropical, diz que ainda necessrio ver como otimizar a produo do p da casca, para no alterar as caractersticas fsico-qumicas do substrato. Outro entrave o teor de sal encontrado, que pode afetar o cultivo de hortalias, flores e fruteiras e de outros que sero testados este ano. A cearense Ducco, de Itapipoca, a 117 quilmetros de Fortaleza, uma das parceiras da pesquisa, vem investindo R$ 60 mil no estudo desde 1999, principalmente na compra de equipamentos. O diretor-comercial Mrio Vital diz que a empresa aceitou investir para encontrar solues de como usar as cascas dos 500 mil frutos que so processados mensalmente para a industrializao de gua de coco em embalagens de 200ml. "Alm disso, o p vai gerar outra fonte de receita e poder ser usado como composto orgnico nas plantaes mantidas pelo grupo", diz Vital. A empresa est no mercado desde 1986. Alm de gua de coco, produz gelatina, leite de coco e coco ralado. Os dois ltimos produtos so responsveis por 80% do faturamento de cerca de R$ 90 milhes alcanado no ano passado. O grupo mantm uma unidade em So Paulo.

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